Não, não somos todos iguais... somos, sim, todos igualmente diferentes, e é essa a graça de existirmos em carne humana. Universos e sistemas-moléculas, infinitos planetas que habitam vidas, que, por sua vez, são universos independentes, recriando-se de fragmentos das explosões astrais... somos estado passageiro, possibilidade aleatória entre infinitas outras, manifestando o conjunto destas galáxias no corpo físico, supra-sumo do efêmero.
A vida é invisível. O tangível é apenas um conjunto de sinapses comuns. Há muito além do que se vê, há a força que move os impulsos, os anseios, os primeiros passos da jornada... há a chance de priorizar e dar devida importância à vida.
Há algo além das dores musculares, dos cabelos penteados, das roupas rotuladas, do alimento industrializado, dos exames laboratoriais e do aumento salarial. Algo além do umbigo, dos pentelhos, da glândula pineal... é uma super existência, uma camada úmida e translúcida, parecida com teia de aranha, nano versão, força que une tantos nano universos a ponto de possibilitar um “corpo”, ou qualquer coisa tangível aos sentidos...
(fragmento do meu diário - 11 de maio de 2010)